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O Doce Amargo que Engana: O Morango do Amor e a Busca Desesperada por Aceitação nas Redes Sociais

  • Foto do escritor: SECRET - AJUDANDO CASAIS
    SECRET - AJUDANDO CASAIS
  • 30 de ago. de 2025
  • 4 min de leitura
Doce do amor... Um doce ou uma ilusão de pertencer?
Doce do amor... Um doce ou uma ilusão de pertencer?

"Crack!" Uma mordida e, de repente, nosso emocional estala, nossos sentimentos se quebram enquanto sorrimos de vitória por termos conseguido devorar o morango do amor. Um novo "crack", e todos nos perguntamos se nossos dentes vão aguentar. "Crack!", e somos compelidos a sorrir, a mostrar que agora pertencemos ao mundo das trends nas redes sociais. Mas o último "crack"? É vazio. E, no fim, sem nenhum valor real para a nossa vida.

O morango do amor, que bombou nas redes sociais, é um exemplo claro de como algo simples pode se transformar numa febre que contagia milhares de pessoas. Um doce excessivamente doce, coberto com uma camada apelidada de brigadeiro branco, mas que, na realidade, nada mais é do que leite em pó adoçado, e uma camada crocante de açúcar puro, que, para dentes mais frágeis, pode até resultar em uma visita ao dentista.

Mas, por que será que esse doce, apesar de sua simplicidade, conquistou tantas pessoas? Será que o sucesso está apenas no prazer do sabor ou há algo mais profundo por trás dessa tendência? A resposta talvez esteja além do desejo de apenas saborear o doce. Vivemos numa era em que, muitas vezes, seguimos modas para nos sentirmos incluídos, para fazer parte de algo maior, para sermos vistos, reconhecidos e amados.

Parece que precisamos que a sociedade nos aceite para nos sentirmos vivos, queridos e amados, especialmente por aqueles que não sabem que existimos fora da tela do celular. Quando vemos uma tendência bombando nas redes sociais, como o morango do amor, a pressão de estar na "onda" nos leva a aderir à moda, mesmo que, em muitos casos, não entendamos o verdadeiro motivo por trás disso. O simples fato de participar de algo que está sendo amplamente compartilhado se torna uma maneira de se inserir, de se sentir amado, desejado ou até invejado pelos seguidores.

Será que o morango do amor não é, na verdade, uma representação do desejo de pertencimento? Uma maneira de dizer: "Eu sou parte disso. Eu também sou relevante"? O doce, por si só, talvez não seja tão irresistível assim, mas o que ele representa, a inclusão, a aceitação, o reconhecimento, é o que realmente toca algo profundo dentro de nós.

No entanto, ao seguir essas tendências, podemos acabar buscando aprovação dos outros de forma tão intensa que acabamos nos perdendo ao longo do caminho, distantes da nossa própria identidade. Na psicologia, esse comportamento é conhecido como “efeito manada”. Trata-se da tendência de seguir as escolhas do grupo sem refletir sobre o que realmente queremos ou precisamos. O desejo de ser visto, admirado, ou até mesmo invejado, pode preencher um vazio emocional que, muitas vezes, não conseguimos sanar de outra forma. Vivemos em uma sociedade onde o número de seguidores nas redes sociais passou a ser uma forma de medir o valor das pessoas, e isso pode ser perigoso.

Quando buscamos a aceitação externa sem nos compreendermos internamente, corremos o risco de perder nossa autenticidade, nossa essência. A questão não é condenar as tendências ou modas, mas sim refletir sobre como elas nos afetam. O que estamos buscando ao seguir o fluxo da sociedade? Estamos realmente criando algo de dentro de nós ou estamos nos moldando apenas para agradar aos outros? E, mais importante, o que acontece quando nos esquecemos de quem somos para tentar ser quem os outros querem que sejamos? O perigo de perdermos nossa identidade ao tentar ser iguais aos outros é que, no final, nos tornamos apenas uma cópia.

Cada pessoa é única, com suas próprias histórias, desejos e inseguranças. O verdadeiro desafio não está em seguir as tendências, mas em saber qual é o nosso próprio caminho e ser fiel a ele, independentemente do que os outros pensam. A verdadeira aceitação começa de dentro para fora, e a verdadeira felicidade não está em ser admirado, mas em ser autêntico, verdadeiro consigo mesmo.

Portanto, da próxima vez que surgir uma nova trend nas redes sociais, talvez seja interessante parar e refletir: Por que eu quero fazer isso? Não se trata de abandonar as modas, mas de entender qual é a nossa verdadeira motivação ao segui-las. Afinal, a única forma de encontrar verdadeira conexão e pertencimento é quando nos aceitamos primeiro, antes de buscar a validação dos outros.

Precisamos ser a distração dos outros para ser amados, notados ou vivos? Nossa vida deixou de fazer sentido na realidade e passamos a acreditar que, para viver e ser aceitos, precisamos ver curtidas, comentários e visualizações subindo? E, quando isso não acontece ou recebemos comentários de ódio, estamos emocionalmente preparados para seguir a nossa vida sem que isso nos afete? O morango do amor é a trend do momento, mas qual será a próxima? E o que você está disposto a fazer para se sentir amado, vivo e admirado? Será que precisamos ser a distração dos outros para o mundo saber que existimos?


Dra Lidia Ribeiro

Psicóloga/ Neuropsicóloga

CRP: 06/190424

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