Não guarde a dor no silêncio... Setembro Amarelo é para você!
- SECRET - AJUDANDO CASAIS
- 1 de set. de 2025
- 3 min de leitura

Imagine-se dentro de um túnel sem luz, escuro, frio, medonho, e que as ideias que surgem na sua cabeça são: “você está só”, “ninguém te ama”, “não vai conseguir sair dessa situação”. E, por mais que se esforce, não encontra uma voz amiga, um consolo ou apoio dos que estão do seu lado.
Mesmo com amigos, familiares e até um amor, você se sente só na vida. A sua vida, que se transformou num fundo de poço, abafa o teu gemido de dor, a tua angústia dilacerante e, acima de tudo, as tuas forças até para respirar. Nesse momento, as piores ideias passam pela nossa cabeça por conta da solidão em que estamos ou na qual entramos e não sabemos como sair.
Na realidade, às vezes não estamos sozinhos, apenas a nossa mente se fecha; um sorriso amigo vira um deboche, um olhar vira um julgamento e até uma conversa soa na nossa mente solitária como uma condenação.
Tudo porque estamos feridos, machucados emocionalmente, e isso abre um abismo capaz de criar aquele pensamento que só algo extremo coloca como fim a tanto sofrimento que só nós entendemos, enquanto os outros apenas dizem: “tens de ser forte”.
A questão é que estamos sem forças. E que forças querem que tenhamos, se sair da cama é um tormento e uma batalha que vencemos com o resto da nossa paciência? Ouvir “Está tudo bem?” soa como um convite para desabafar, mas é só uma forma educada de nos cumprimentarem.
Esse poderia ser o seu relato e o de tantas pessoas que, em silêncio, carregam um peso que ninguém vê. Muitos se sentem assim, sem chão, sem vida, sem força e sem coragem de pedir socorro.
É por causa de você e de tantos outros que estão ao seu lado também sofrendo que o Setembro Amarelo nasceu para quebrar esse silêncio. Para dizer, em alto e bom som, que suicídio não é solução. Que há outros caminhos. Que pedir ajuda não é fraqueza, é coragem.
Muita gente acha que falar sobre suicídio é perigoso, mas o que a ciência e a experiência mostram é o contrário: falar salva vidas. Conversar sobre os sentimentos, nomear a dor, contar para alguém o que está acontecendo dentro de você é o primeiro passo para começar a mudar a história.
Quando a mente está dominada pela desesperança, é difícil acreditar que existe saída. Mas existe. A terapia ajuda a organizar os pensamentos, entender os sentimentos e encontrar alternativas que, sozinhos, não conseguimos ver. E, em muitos casos, a medicação psiquiátrica pode ser fundamental para estabilizar as emoções e devolver à pessoa a energia necessária para continuar vivendo e se cuidando.
Não há vergonha em buscar ajuda. Vergonha é sofrer sozinho até não aguentar mais. O tratamento é sigiloso, humano e respeitoso. E o melhor: funciona. É possível atravessar esse deserto de sentimentos e encontrar um lugar de calma e reconstrução do lado de lá.
Se você ou alguém que você ama está passando por um momento assim, procure ajuda profissional. Converse com um psicólogo, com um psiquiatra, ou ligue para os canais de apoio, como o CVV – Centro de Valorização da Vida (188), disponível 24 horas por dia, gratuitamente.
Não deixe o silêncio vencer. Há pessoas que se importam. Há tratamento. Há esperança. E, principalmente, há vida após a dor.
Se desejar falar com os nossos profissionais e agendar uma consulta: https://wa.me/5511915552640
Dra Lidia Ribeiro
Psicóloga/ Neuropsicóloga
CRP 06/190424
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